Illustration of a bird flying.

Aprendendo e escrevendo


Sempre fui muito fã de me encher de cursos, ler muitos artigos e participar do que podia relacionado à programação. Isso me motivou a querer contribuir com toda essa comunidade de desenvolvedores. Em 2014 submeti minha primeira palestra para um evento de software livre e fui aceito. A partir daí muitas coisas mudaram em minha vida, principalmente no lado profissional. Acompanhe como o fato de estar sempre aprendendo e escrevendo impactou e continua impactando em minha vida.

Meus primeiros posts

Gif com um homem digitando vagarosamente

Em 2012 eu comecei a trabalhar em uma agência chamada Redsuns. Lá eu fui incentivado a fazer cursos, ir em eventos e acabei gostando tanto disso que comecei a escrever. Por estar bem em início de carreira, os primeiros posts foram bem esporádicos. Os assuntos normalmente eram sobre alguma novidade que aprendi, um curso que fiz ou livro que acabara de ler.

Foi no início de 2012 que criei este blog, sempre fui expressando minha opinião e escrevendo coisas que me interessavam. Até que tudo começou a mudar. Logo me vi pegando gosto por escrever e fazendo disso parte dos meus dias.

Momento Tableless

Na Redsuns meu chefe sempre mencionava os artigos do Tableless . Dizia que os conteúdos eram de alta qualidade e sempre traziam novidades e tendências de forma intuitiva. Um dia ele viu um anúncio em que convidavam mais pessoas para serem autores no site. Como eu já tinha diversos posts no meu blog ele me incentivou a escrever por lá também. Fiz minha inscrição e após a espera e algumas conversas com a equipe, fui aprovado como um novo autor. Por lá escrevi apenas alguns artigos e tempos depois voltei a publicar meus pensamentos somente por aqui. Decidi voltar porque fico livre para criar no meu espaço. Escrevo sobre o que me interessa e coloco no ar quando eu bem entendo, mesmo com audiência infinitas vezes menor. No Tableless os posts tinham de passar por revisão e eram colocados em fila para a publicação. Como possuem muitos autores, meus conteúdos chegavam a levar mais de 3 semanas pra serem publicados.

Mais motivação para escrever

Gif com um homem feliz em um laptop. Legenda: This is good.

No final de 2013 fui pela primeira vez na PHP Conference Brasil , uma conferência que ocorre todos os anos, normalmente em Osasco – a de 2018 já está confirmada para Porto Alegre – RS. Assisti palestras incríveis que com certeza contribuiram para os meus dias que vieram. Sempre fui muito reservado, então, se estivesse sozinho, ficaria num canto somente apreciando as palestras e conversando minimamente com alguém. Pra minha sorte, meu colega de trabalho na época, Kleber , estava junto no evento. Ele já é bem mais enturmado que eu. Chega na roda e conversa com todo mundo, por eu estar com ele, fui na onda.

Fiquei maravilhado em conversar com os palestrantes, sempre achei que eles não dariam atenção à qualquer pessoa. Acreditava que ficariam junto dos organizadores do evento ou em um local isolado em um grupo de elite. Ledo engano! Não só foram muito receptivos como também buscavam se enturmar com os participantes do evento. Foi lá que conheci pessoalmente um dev que admiro e recomendo seus livros e conteúdos de olhos fechados, o Elton Minetto . Fui no primeiro dia do evento no mini curso de Doctrine , vi todo o conteúdo deste livro diretamente do autor, aquilo pra mim foi incrível!

Não mordem

Na PHP Conference aprendi que palestrantes e autores são gente como a gente, não “mordem” e não negam conversar com seus expectadores. Queria isso pra mim também, queria ser um palestrante e quem sabe um dia até escrever um livro.

Apenas pulando um pouquinho, em 2014 fui novamente na PHP Conference e conheci pessoalmente o criador do PHP, Rasmus Lerdorf .

Eu e o criador da linguagem de programação PHP

O mais legal foi eu arranhando um inglês pra falar que admiro o trabalho dele e ele me respondendo “eu te endendo”. Aí que fui saber que ele morou no Brasil antes mesmo de criar o PHP.

Primeira palestra

Todos os anos ocorrem em diversas cidades da América Latina um evento chamado FLISOL (Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre). Normalmente é na última semana do mês de Abril. Em 2014 eu me inscrevi em uma lista de eventos em Curitiba e recebi uma notificação do Call For Papers. Preparei minha Bio, planejei um conteúdo sobre TDD (Test-Driven Development) e enviei. Não esperava ser aceito, acreditava que as palestras eram com base em indicações ou pessoas referências em suas áreas. Jamais imaginei que abririam espaço a um entusiasta, mas abriram! Enviei a proposta para uma oficina (workshop) em Fevereiro e em Março veio a confirmação.

Com a responsabilidade de apresentar um conteúdo de qualidade, empenhei-me ao máximo, li e reli uma porção de vezes o livro de TDD no mundo real para me certificar de que não apresentaria nada errado ou de forma não tão clara. O resultado foi este “mini livro ” sobre TDD com PHP com pouco mais de 60 páginas.

Mais palestras

Imagem com a montagem de diversas palestras minhas, crachás e materiais de divulgação.

Aquele FLISOL de 2014 me mostrou que realmente eu conseguia compartilhar o pouco que sabia, que, por mais que fosse pouco, sempre existiriam pessoas querendo aprender. Então eu palestrei em diversos outros eventos, mas sempre me limitando à Curitiba – PR por questão de comodidade.

Palestrei em vários FLISOL, FTSL , Software Freedom Day e Circuito Curitibano de Software Livre . Sempre levando algum conteúdo que me sentia confortável falar e que o público esperava, como Composer, TDD e PHP.

Repeteco

Por estar sempre participando de eventos, via os mesmos palestrantes por diversas vezes e normalmente com as mesmas palestras. Eu pensava que era opção deles, talvez até mesmo por comodidade, falar sobre a mesma coisa em todo lugar.

Quando comecei a receber convites para palestrar é que vi que os palestrantes, assim como eu, possuem diversos outros temas. Por experiência em eventos anteriores, a organização prefere um determinado tema no meio de tantos que podemos proporcionar. Os convites que recebi sempre foram pra falar sobre TDD e Composer. Já as que mandei, nossa, foram tantas: TDD, Composer, PHP moderno, WordPress , CakePHP , Código limpo, Ratchet (Websocket), dev além da sala de aula e outros.

Então agora você já sabe. Se vir um palestrante falou sobre o mesmo assunto no ano passado ou em outro evento, não o julgue mal. Analise as seguintes possibilidades:

  • Pode não ter sido escolha dele(a). Pode ter recebido um convite com a necessidade da palestra em específico;
  • Pode ser que naquele local nem ele(a) nem outro palestrante falou sobre o tema ainda;
  • Ou ainda, que aquela palestra seja a que atrai maior público daquele(a) palestrante ao evento.

Temas que os organizadores julguem não atrair tanto público nem sempre são abordados, e até que concordo com isso. Em 2015 ajudei (muito pouco, diga-se de passagem) na organização do FLISOL, que loucura! Gente, era 4 da manhã os caras perguntando se tinha fechado parceria  X e se tinham conseguido as camisetas. O mínimo que todo esse trabalho merece é o maior número de participantes possível ao evento. Isso somente é obtido trazendo o mais “quente” de cada palestrante.

O livro

Capa do meu livro

Voltando à minha primeira palestra, que na verdade foi um workshop, eu preparei um mini livro para os participantes. Por ter utilizado muitos conceitos do livro do Maurício Aniche (também tem link em momento anterior do texto), achei justo pedir autorização à ele. Basicamente o meu conteúdo era um resumo do livro dele, no entanto, sem fins lucrativos. Enviei-lhe um e-mail explicando como seria, que faria em PHP, num evento gratuíto e estaria lá de forma voluntária. Esse é mais um ponto que esqueci de mencionar das palestras. Já palestrei dezenas de vezes e sempre de forma voluntária 😉  No e-mail também mencionei a respeito do material que preparei.

Assim que leu o e-mail me respondeu muito gentilmente dizendo que, devido à circustância, eu nem precisaria ter pedido autorização. Me desejou sucesso no evento dando algumas dicas. Disse pra eu ficar calmo, seguir sempre a linha do que tinha proposto e sanar todas as dúvidas dos participantes. Isso porque eu contei à ele que seria a minha primeira contribuição.

No mesmo e-mail ele me perguntou se eu podia enviar o material que havia preparado para ele ver. Enviei imediatamente. Quase uma semana depois um novo email com o assunto “Convite”.

O Aniche me convidou a fazer a versão em PHP do seu livro de TDD com Java. Disse que leu todo o meu material e adorou a forma como eu escrevi. Disse ainda que era algo naquele nível que ele procurava pra fazer em PHP, visto que o livro possuía uma versão em Java , uma em .Net , ambas escritas por ele e uma versão em ruby em parceria com o Hugo Corbucci .

Um novo desafio

E o medo? E a responsabilidade? Em meio à tantos devs que eu tenho certeza que estão anos-luz à minha frente e poderiam falar com propriedade sobre o assunto, eu fui o escolhido. E por quê? Porque tive sorte! Isso, sorte. Já ouvir dizer que sorte é quando o preparo encontra a oportunidade? Então! Eu dei a cara a bater, aceitei o desafio de escrever sobre algo que pouco conhecia na época. Mas o que me motivou foi o enorme interesse em aprender no percurso.

Enfim, o convite veio e eu comecei a estudar. Li e reli dezenas de vezes o livro em Java, e não estou exagerando. Estudei cada capítulo como eu faria em PHP, codei, codei, codei… codei. No total foram 9 meses de trabalho entre conversão dos códigos em Java para PHP e adaptação, uma vez que PHP != Java.

O resultado

Em Janeiro de 2015, precisamente no dia 22/01/2015 pela manhã o meu livro foi oficiamente lançado. Neste momento eu me convenci que era isso que queria fazer, queria escrever! A partir disso, foram inúmeros os convites à palestras (nem todos pude aceitar), hangouts, encontros de devs e workshops. Comecei a receber convites diretamente de faculdades para palestrar e a própria Casa do Código me indicou para diversos eventos… tudo mudou.

Descanso

2016 veio cheio de novidades. Coisas novas no trabalho, criei junto de minha esposa um mapa do pinhão e fomos parar na TV , novas oportunidades e um filho. Assim que a gravidez de minha esposa foi chegando ao fim, eu comecei a me afastar de palestras e escrevi muito pouco. A última palestra antes do meu filho nascer foi em uma universidade, Unicuritiba e pela primeira vez em anos, minha esposa me assistiu. Ah, meu filho me ouviu, ainda na barriga he he. Não sei se ele adorou ouvir o pai ou detestou porque 3 dias depois ele nasceu às pressas. Ah, também teve o episódio do violão… no dia antes do seu nascimento, foi a primeira vez que peguei o violão e me pus a cantar próximo da barriga de minha esposa, matei a xarada! No dia 03 de Outubro de 2016 foi minha última palestra em quase 1 ano. Fiquei 2017 todo sem escrever nem palestrar, apenas fui no FTSL porque queria matar a saudade de palestrar.

Após o ano de 2017 todo sem escrever, nem palestrar, decidi voltar aos poucos. Um post aqui, outro ali, uma palestra apenas e chegando a virada do ano eu me pus a escrever feito um louco. Escrevi 2 posts retroativos das minhas mudanças de 2017 (mudança 1 e mudança 2), e um novo conteúdo. O último post de 2017 foi incrível! O redigi e compartilhei por onde pude. Logo começaram a chegar as críticas, muitas somente de ler e deixar quieto, mas várias que contribuíram para o amadurecimento do conteúdo. Ao fim, depois de uma semana ouvindo as críticas construtivas e editando, cheguei à versão final, que é a que está no ar atualmente [link].

Retorno

Quando compartilhei o post que fui muito criticado, não imaginava que na devida circunstância, teria tamanha repercussão. Era na semana após o natal, todo mundo parado, de férias, sem se incomodar com nada, né?! Não! Incrível ver a interação dos devs em pleno preparativo para a virada do ano, por isso que eu amo a comunidade de devs. Teve gente falando comigo sobre o post no dia 31/12 às 21h… incrível!

O último assunto sobre o qual escrevi em 2017 gerou “pano pra manga” e na sequência criei mais um, este foi ao ar no dia 01/01/2018 e fala sobre deploy com git hooks. Não sei ainda por qual motivo eu parei pra analisar as datas de publicação e percebi que foram postados com exata 1 semana de diferença (25/12 e 01/01) numa Segunda-Feira. Aí já brilhou aquela lampadinha “maléfica” da ideia. Vou criar um post por semana!

Novo projeto no ar

Não precisei nem pensar num nome para este projeto maluco, bastou traduzir um post por semana para o inglês e tan dan. Nasceu o projeto One Post Per Week! Falo que é um projeto maluco porque não quero criar coisas simples só pra encher linguiça. Quero criar conteúdos de qualidade como este de Doctrine Migrations com Zend Framework. Este post levou exatamente 13h37min para ser escrito, entre exemplos, printscreens, tratamento das imagens. Sem contar as horas na criação do video complemento, que levou mais de 7h, só não sei por que esqueci de marcar. Editado o video ficou com “apenas” 37min11seg. E é este tipo de conteúdo que quero gerar por aqui, conteúdos de alta qualidade e que ajudarão os mais diversos níveis de devs.

Ps: Por este motivo (de todas estas horas investidas em escrever tais conteúdos) é que habilitei AdSense, embora talvez nem tenha visto por utilizar ad-blocker 🙁  Além disso, sempre vou sugerir o meu livro de TDD, mesmo que o assunto não tenha ligação direta, afinal de contas, se você está lendo algo sobre programação já há uma grande chance de se interessar por TDD também, não é mesmo?

Pps: Para o post que mencionei, foram mais de 20h de empenho. Mais de 20h que afastei-me do trabalho e além de até o momento não ganhar nada com isso, ainda deixo de ganhar por não estar trabalhando nos projetos que normalmente cobro por hora. Então espero que não fique chateado(a), mas a partir de agora não terei como ficar sem anúncios, mas eles serão muito discretos, você nem perceberá, e quando perceber, clique por favor 😉 – ah, e interaja minimamente com o site do anunciante, viu? Senão não contabiliza he he he

Gratos pela compreensão.

Enfim, aprendendo e escrevendo em ação

Alguns dos conteúdos que venho gerando são frutos de experiências anteriores, outros simplesmente uma opinião e a maior parte deles faz parte do processo de aprender e escrever. Isso porque muitos dos conteúdos que tenho aqui foram criados após a realização de cursos, leitura de livros ou mesmo posts de outros devs. Ainda existem os que eu preciso aprender algo para um determinado projeto, se o assunto é legal, vira um post!

Como redijo meus textos

Não pesquisei ainda sobre alguma técnica que auxilie no processo de escrita mas vou descrever como eu faço ultimamente.

A ideia

Primeiro eu penso no conteúdo sobre o qual quero escrever. Normalmente surge de uma curiosidade, de algo que aprendi recentemente ou de uma discussão com outros devs. Por muitas vezes surgiu de um relâmpago, o assunto simplesmente aparece à mente e eu o anoto no Trello .

Como existem muitos assuntos dos quais eu quero escrever, sempre analiso como está a minha semana de trabalho. Se estiver mais calma eu pego um assunto mais denso, senão, algo mais leve, que eu consiga redigir durante a semana mesmo. No caso do artigo sobre migrations, o trabalho foi feito ao longo de 3 semanas.

Primeiros esboços

Escolhido o tema, eu começo um novo post no WordPress e vou adicionando alguns pensamentos até então aleatórios. Muitas vezes, como na escrita deste texto que você está lendo, começo a redigir pela conclusão. Isso porque eu quero de imediato expor aquela ideia que veio à mente, não quero a perder.

Pesquisa e trabalho árduo

Tendo um início de texto eu começo a levantar informações, pesquisar, discutir com outros devs em redes sociais, codar um pouco pra validar o conceito. Para você ter uma ideia, o artigo de migrations com o Doctrine era pra ser com o Silex . Depois de muita configuração e ainda com erros persistentes, decidi pesquisar mais a fundo sobre este micro-framework. Nas minhas pesquisas encontrei isso: The end of silex do core developer do Silex, Fabien Potencier . Foi então que eu decidi fazer com o Zend Framework , pois trabalho muito com ele e sempre com migrations. Por ambos os frameworks seguirem boas práticas como as PSRs , as alterações foram mínimas. Na verdade a única alteração foi configurar o Doctrine no Zend Framework mesmo, o restante ficou exatamente da mesma forma.

Legibilidade, sua linda

Após ter o texto como eu gostaria, chega o momento das revisões, encurtar sentenças muito longas, remover redundâncias e contradições. Os cuidados com a legibilidade em si.

Uma imagem vale mais que mil palavras

A próxima etapa, quando o texto está o melhor possível, é cuidar das ilustrações. Aqui são feitos screenshots, recortes, marcações nas imagens e redução de “peso” com o tinypng. Nesta etapa também costumo criar ou encontrar a imagem destacada ideal.

Dando os devidos créditos

O penúltimo passo antes de agendar a publicação é cuidar dos links de referência. Tudo que for possível para referenciar para dentro dos meus conteúdos eu faço. Os assuntos que não possuo ou menções eu coloco o link externo. Aqui também eu cuido da parte de referenciar alguém que de alguma forma contribuiu para o conteúdo.

Buscando relevância

E por fim eu cuido da parte de melhoria para mecanismos de busca (SEO ). Nesta etapa defino as categorias, tags e palavras-chave. Desta forma consigo ter um texto bem estruturado, com categorias e tags que fazem sentido e com relevância para quem busca sobre o tema na internet. Pra tudo isso um plugin que considero indispensável é o Yoast SEO . Melhorei muito meus textos após seguir as dicas e corrigir os erros que cometia no passado. A imagem abaixo mostra o texto atual em uma de suas revisões.

Imagem com as dicas de melhoria no texto.

Concluindo

Recentemente li um artigo da Andrea Ayres-Deets no Papo de Homem e pensei: caramba, é isso mesmo que eu penso! Não me considero especialista e nenhum assunto específico e isso é o que torna a coisa toda mais interessante. Estou sempre estudando e compartilhando o resultado deste estudo com a comunidade de desenvolvedores.

No momento da escrita deste texto eu tinha exatos 62 posts publicados desde que iniciei este blog, em 2012. Pode parecer pouco para um blog, no entanto são conteúdos que com o passar dos anos foram se tornando cada vez mais completos e impactando na vida de muitos programadores. Em nenhum destes posts eu afirmo que domino uma técnica ou que acredito já saber o suficiente. O que eu quero dizer com isso? Que você, meu(minha) caro(a) leitor(a) pode fazer o mesmo!

Nada impede você de escrever. Não espere ser especialista em um determinado assunto para começar a escrever. Ao invés disso, que tal escrever enquanto se torna um(a)?!

Coisas repetidas?

Ok, mas aí vai ter um monte de gente escrevendo sobre a mesma coisa, certo? Sim e não. O que lhe digo é que dificilmente seu conteúdo será inédito, a não ser que seja algo que você esteja criando, mas o que dá a beleza a tudo é a sua opinião. Você pode escrever sobre o mesmo tema que o fulano, mas por uma questão de experiência, ou mesmo por ter um pouco mais de tato, seu conteúdo traz elementos incríveis que o fulano esqueceu de mencionar ou mesmo desconhecia. Eu não ligo se outro dev escreveu sobre composer e eu também, nossos conteúdos, apesar de falar sobre o mesmo assunto, são totalmente distintos.

Também não me importo de no fim de 2015 ter começado escrever um livro sobre Composer, novamente pela Casa do Código e em meados de 2016 um em inglês ter sido publicado [link ]. Apesar de o meu livro estar em standby, pretendo o levar adiante porque sei que o autor livro em inglês tem seu público, e o meu, que não tem nada a ver com o dele, terá o devido público também.

Imagem com o histórico de criação do meu livro de um lado e do outro do livro em inglês que foi publicado meio ano depois

E pra concluir (de verdade)

Enfim, quis relatar o que aconteceu comigo para quem sabe lhe inspirar a escrever também. Por questões de comodidade e do nascimento do meu filho, preferi sempre me manter palestrando na minha região, mas tive convites de vários lugares do Brasil, e isso pode acontecer com você, que não se considera especialista mas está escrevendo enquanto se torna um(a).

Se já escreve, deixa seu link nos comentários para que mais desenvolvedores conheçam seus pensamentos. Boa escrita!